Olá, eu sou um aluno da Liberato, deveria ter orgulho disso, já que todo mundo fala que minha escola é referência, engraçado porque isso só se confirma num raio de 300km, agora vamos ao que importa.
Acho que falo por todos quando digo que sempre chegamos aqui, na liberato, com grandes expectativas, pensando que todas as pessoas são incríveis, achando que vamos sair e termos o nosso sucesso garantido, muitas vezes entramos na liberato só pelo dinheiro ou porque nossos pais nos obrigaram, mas acontece que é bastante difícil se encontrar.
Em cada corredor vejo o desespero encarnar nas pessoas, gente que está no primeiro trimestre e já está gritando com as paredes, com medo de rodar e essa insanidade se propaga com uma incrível velocidade. Foram poucos os professores que conseguiram fazer os alunos manterem a calma, e estudarem, se apaixonarem pelo que estão fazendo e ainda ganhar admiração, eu pelo menos, sempre quis ouvir algo assim.
Num determinado momento comecei a duvidar de mim mesmo. Qual seria o sentido disto tudo? Há tempos penso em minhas escolhas como produto de várias influências, pois afinal, não há como saber se não estaríamos mais felizes em outros caminhos. Certamente só aprendemos errando, e nada melhor do que pensar na longitude de uma carreira, na situação toda e decidir que algo está errado, que isso não vai durar o tempo que deveria ou que simplesmente não é o ambiente no qual quero estar.
É sempre difícil tocar nessa parte, mas as pessoas sempre me causaram certos problemas, cada grupo tem seu tom, e trocá-lo no meio da partida pode não ser tão simples como parece. Quando eu estava feliz tendo um melhor amigo, era como se eu fosse compreendido, ouvia críticas que me faziam crescer, saia sempre das mesmice e buscava por coisas novas, pois tudo era novo, eu via empolgação e ânimo até nas coisas mais banais, não havia a palavra desinteresse ou tédio no meu vocabulário.
Cheguei neste novo ambiente e me deparei com um monte de coisas diferentes, tentei me adaptar, o que honestamente não deu muito certo, atualmente mantenho uma posição imparcial, pois enquanto eu não interessar as pessoas e o oposto não ocorrer, não há motivos pra ninguém ser hipócrita. Acontece que é péssimo estar na minha pele, não há ninguém com quem contar, ninguém que queira mudar as coisas, todo mundo adora este estado monótono, mas eu não mais o suporto.
Não vejo a graça que via antes nas coisas, pra mim todas as piadas já não tem mais graça, o coringa está morto, onde teria ele, deixado suas cartas?
Existe o futuro e ele é incerto, mas de uma coisa tenho certeza, quero estar perto das pessoas as quais me identifico, quero estar em um ambiente propicio pra mim, fazendo o que eu gosto, me animando com toda essa simplicidade, com todas essas possibilidades. "Enquanto você não escolhe, tudo permanece possível." Sr. Ninguém
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